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Arquitetura e Arte Pública

Numa viagem, é gostoso observar tanto a paisagem natural como a paisagem construída pelo homem. São vários prédios de valor arquitetônico digno de um olhar atento. Sobraram poucos exemplares anteriores ao século 19. A maioria é de igrejas e prédios públicos, mas também se destacam palacetes de fazendas, casas de cidade e casarios.

A história da arquitetura na região é curiosa, porque difere daquela das capitais brasileiras. Em primeiro lugar, o estilo colonial do século 16 predominou por mais tempo – até o fim do século 19. As técnicas construtivas coloniais também demoraram em ser substituídas pelo tijolo.
Os traços clássicos encontrados não foram apenas moda lançada pela Missão Francesa da corte de D. João VI, mas derivados de manuais que os construtores consultavam.
Uma surpresa é o traçado das cidades. Há mais desenhos planejados, em geral ortogonais, do que se imagina – um exemplo está em Amparo.

Quem não conhece estilos de arquitetura pode aprender viajando. O estilo colonial não é fácil de definir: pode-se dizer que copiava, de maneira simplificada e com limitação de materiais, aquilo que se fazia em Portugal na época – entre o barroco e o clássico. Restou pouco do colonial do século 16, como a Matriz de S. João Batista, de Cananéia, que serviu de igreja e fortaleza. Encontra-se o colonial também nas casas rurais (como a casa bandeirista de Itu), nas casas de câmara e cadeia (como a de S. Sebastião), e em muitas casas – sede de fazendas (como a Pau d’Alho, em S. José do Barreiro).

O clássico é fácil de identificar: linhas retas e proporcionais, colunas, frontões triangulares como os de templos gregos. Para reconhecer o barroco, pense em rebuscamento e formas arredondadas. Mais elaborado ainda é o rococó, visto nas talhas douradas dos altares de igrejas. E se as janelas têm forma de ogiva, o gótico esta lá – outras características são “nervuras” internas e vitrais coloridos.

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